sexta-feira, 30 de novembro de 2007

muito e bastante

Ela pensa: não quero nada. O que tinha a dizer, já disse. Já berrei aos quatro ventos. Já chorei rios. Ah, eu já chorei muito e berrei feito bezerro desgarrado. O que foi, foi. O que será, a deus pertence. Não sei de nada. Não tenho pertence. Já pedi. Já fiz. Já refiz. Agora, é com deus-pai. E que deus tenha ouvido, sentido, que eu tenha berrado o bastante.

Ela diz: berrei sim. Muito e bastante. Tanto que, sei lá, sosseguei. Se a deus pertence, é com ele. Na hora dele. Do jeito dele. Quanto a mim, entendi que o jeito é continuar. Chupando o dedo que é a teta que mereço. A vida é mais sabida que eu.

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