era uma elegia para ouvidos simples
soou pernóstico
não, soou patético
pena
a pena desenhou cenas não pensadas
apressou o passo
e passou do ponto
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
the music died vol.5
ela, a cantante de olhos tão tristes que nenhum rímel vai fazer alegre, pensa: too drunk to fuck
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
do verão vol.1
e que o mundo se inquiete
depois das seis
que o mundo se aquiete
antes das seis
e que o sol seja para todos
depois das seis
que o mundo se aquiete
antes das seis
e que o sol seja para todos
22h48m vol.1
meu texto é pobre
quando dorme sobre penas
meu texto é nobre
quando dorme sobre feno
dobro-me a maiakóvski
quando dorme sobre penas
meu texto é nobre
quando dorme sobre feno
dobro-me a maiakóvski
sábado, 11 de setembro de 2010
de preconceitos e quetais vol.2
eu gosto de tom waits
eu gosto de rita lee
eu gosto de arnaldo jabor
e de luis inácio lula da silva
eu gosto de escrito nas estrelas
eu gosto de two and a half men
eu gosto de hiroshima mon amour
e de samuel beckett
eu gosto de salada de frutas
eu gosto de bacon com ovos mexidos
eu gosto de mamão papaia
verde vermelho branco e azul
modificado e maduro
eu gosto de rita lee
eu gosto de arnaldo jabor
e de luis inácio lula da silva
eu gosto de escrito nas estrelas
eu gosto de two and a half men
eu gosto de hiroshima mon amour
e de samuel beckett
eu gosto de salada de frutas
eu gosto de bacon com ovos mexidos
eu gosto de mamão papaia
verde vermelho branco e azul
modificado e maduro
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
do papel em branco vol.5
ela chama: ei você
e você está aqui. sóbrio. serenamente disposto e disponível. um asceta. com o velho sorriso que não sorri.
ela sussurra: é você mesmo quem eu procuro. minha vida inteira. procuro e procuro. e não encontro senão aqui. numa página em branco. que não me atrevo a preencher.
e você está aqui. sóbrio. serenamente disposto e disponível. um asceta. com o velho sorriso que não sorri.
ela sussurra: é você mesmo quem eu procuro. minha vida inteira. procuro e procuro. e não encontro senão aqui. numa página em branco. que não me atrevo a preencher.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
do papel em branco vol.4
o que quero dizer
já disse e expliquei à náusea
agora vou entender
e para entender é preciso calar
ouvir o mal e o bem
dito
atrás do que está atrás
dos olhos da boca e das mãos
o que quero dizer
vou saber agora
de boca fechada
já disse e expliquei à náusea
agora vou entender
e para entender é preciso calar
ouvir o mal e o bem
dito
atrás do que está atrás
dos olhos da boca e das mãos
o que quero dizer
vou saber agora
de boca fechada
sábado, 4 de setembro de 2010
22h07m vol.1
aí eu danço
e canto
e escrevo
e vou fazendo o que é possível
pra continuar depois de sábado
domingo e segunda
terça-quarta-feira-santa
e canto
e escrevo
e vou fazendo o que é possível
pra continuar depois de sábado
domingo e segunda
terça-quarta-feira-santa
domingo, 22 de agosto de 2010
de preconceitos e quetais vol.1
a questão é nossa condição de pequenos e arrogantes predadores do pensamento. que nos reduz a viver nisso. dogmas bufos. discursos bufos. cartilhas bufas.
agora só me interessa ficar no mínimo possível.
agora só me interessa ficar no mínimo possível.
domingo, 15 de agosto de 2010
the music died vol.4
ela disse: nem quero mais falar com você. reparou?
um susto suspenso no sorriso imaginado. um olhar profundo
ela continuou, corajosa: sei que você está aqui. e não quero mais. nada que esteja aqui por dentro. quero sair. eu quero outra cena. estou sufocada. estou emparedada. e quero janelas e portas abertas. quero uma voz diferente. você é tudo o que tenho
mas preciso de outra pessoa. de fora pra dentro. calem-se todos os murmúrios, todos os sussurros, todos os gemidos. não me venha mais com segredos de alcova, coisas d´alma. prefiro sonhar um pesadelo. quero fugir de nós-em-um. quero ouvir outras falas. e voltar a me encantar com estrangeiras cantigas
um susto suspenso no sorriso imaginado. um olhar profundo
ela continuou, corajosa: sei que você está aqui. e não quero mais. nada que esteja aqui por dentro. quero sair. eu quero outra cena. estou sufocada. estou emparedada. e quero janelas e portas abertas. quero uma voz diferente. você é tudo o que tenho
mas preciso de outra pessoa. de fora pra dentro. calem-se todos os murmúrios, todos os sussurros, todos os gemidos. não me venha mais com segredos de alcova, coisas d´alma. prefiro sonhar um pesadelo. quero fugir de nós-em-um. quero ouvir outras falas. e voltar a me encantar com estrangeiras cantigas
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
the music died vol.3
ela pediu: play it again
e cantou seu último bolero
ela disse: não sei se é hoje ou se foi ontem. não resolvo a dúvida porque nossa convivência foi sempre assim ... talvez a mais honesta. porque foi o que pudemos. um beijo grande, um abraço apertado, um gosto de você para sempre. por favor, não responda nada. só aceite. do meu coração
ela pensou: sei lá, meu querido. se é assim ou se nada ... fiz o que deu na telha. mandei. as ´cousas´ estão se ajeitando. as importâncias são tão fugazes
e os afetos não podem morrer
e cantou seu último bolero
ela disse: não sei se é hoje ou se foi ontem. não resolvo a dúvida porque nossa convivência foi sempre assim ... talvez a mais honesta. porque foi o que pudemos. um beijo grande, um abraço apertado, um gosto de você para sempre. por favor, não responda nada. só aceite. do meu coração
ela pensou: sei lá, meu querido. se é assim ou se nada ... fiz o que deu na telha. mandei. as ´cousas´ estão se ajeitando. as importâncias são tão fugazes
e os afetos não podem morrer
the music died vol.2
era uma vez uma cantante
de olhos tão tristes
que nenhum rímel conseguia vencer
só e tão somente seu canto
de olhos tão tristes
que nenhum rímel conseguia vencer
só e tão somente seu canto
domingo, 25 de julho de 2010
do meu gato biu vol.4
aí acordei hoje com uma surpresa tão feliz. meus filhos-bichanos escalando móveis e bancadas. entrei na cozinha e flagrei minha pink voltando de uma incursão pela beirada externa.
meudeus!!!! n´outro momento antes teria surtado. mas não depois de dias dias e mais dias de melancolia e movimento zero. foi como uma lufada de ar perfumando minha manhã.
pus música pra celebrar esse dia bom. irene. caetano muito antigo, pré-paula-lavigne. gostosamente caetano.
meudeus!!!! n´outro momento antes teria surtado. mas não depois de dias dias e mais dias de melancolia e movimento zero. foi como uma lufada de ar perfumando minha manhã.
pus música pra celebrar esse dia bom. irene. caetano muito antigo, pré-paula-lavigne. gostosamente caetano.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
raiva vol.2
queria falar de flores e esperanças. não dá. não ainda. pesam sobre mim mil e cem camisetas. ok. tudo bem. posso bem deixar pra lá. posso. e aí? pesarão mil e tantas outras coisas. melhor resolver as camisetas. o problema é que ninguém está nem aí pra isso. somado a dois gatos dentro de casa. meudeus, estou muito irritada com isso. com as mil e cem camisetas, com a indiferença de quem poderia me ajudar a resolver rapidamente esse impasse, com a puta que pariu. que sou eu.
aí respiro fundo. e a irritação não passa. mas não passa disso. vou resolver o problema. meudeus, eu vou. de uma maneira ou de uma maneira. não tem outra, sabe como é?
não vou pro céu por causa disso. não. isso tem bem cara de débito a acertar. né não?
e vou lá. pagar a porra da conta. já que não posso pagar em espécie, pago em trabalho forçado.
tô morrendo de pena de mim mesma? tô, meu querido - que nem sei quem é. tô. e se você me vier com conversas outras, vai levar porrada. ou não. uma proposta boa é: troque de lugar comigo. venha. experimente. dê-me seus recursos e seus problemas. por um mês. vamos lá. vamos trocar de lugar por um mês. eu com tudo o que lhe pesa nos ombros e recursos. você com meus entreveros banais e sem um níquel.
ah, esqueci completamente. sei que era bom, mas esqueci.
aí, lembro da vaca profana. dona de divinas tetas em composição cubista. tipo eu. de fora pra dentro. coisa que nunca imaginei. eu me enamorando de mim mesma. e toda tímida. toda moça. singing the blues. dias dizendo sim, dias dizendo não.
dá pra entender ou preciso desenhar?
aí respiro fundo. e a irritação não passa. mas não passa disso. vou resolver o problema. meudeus, eu vou. de uma maneira ou de uma maneira. não tem outra, sabe como é?
não vou pro céu por causa disso. não. isso tem bem cara de débito a acertar. né não?
e vou lá. pagar a porra da conta. já que não posso pagar em espécie, pago em trabalho forçado.
tô morrendo de pena de mim mesma? tô, meu querido - que nem sei quem é. tô. e se você me vier com conversas outras, vai levar porrada. ou não. uma proposta boa é: troque de lugar comigo. venha. experimente. dê-me seus recursos e seus problemas. por um mês. vamos lá. vamos trocar de lugar por um mês. eu com tudo o que lhe pesa nos ombros e recursos. você com meus entreveros banais e sem um níquel.
ah, esqueci completamente. sei que era bom, mas esqueci.
aí, lembro da vaca profana. dona de divinas tetas em composição cubista. tipo eu. de fora pra dentro. coisa que nunca imaginei. eu me enamorando de mim mesma. e toda tímida. toda moça. singing the blues. dias dizendo sim, dias dizendo não.
dá pra entender ou preciso desenhar?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
the music died vol.1
Não quero ouvir ruídos. Não quero ruídos. Não quero cantar, não quero dançar.
“a dor é somente uma fonte de inspiração. sinto. mas não dá pra ficar atolada nela. quero ar puro. a superfície lisa de um lago prateado sob o sol morno da manhã. a mão fresca e suave da água resvalando na pele arrepiada. o pio da rolinha no galho magro do imbuzeiro. a fome de angu com molho. a saciedade da fome na mesa de madeira marcada posta no pátio”
“a dor é somente uma fonte de inspiração. sinto. mas não dá pra ficar atolada nela. quero ar puro. a superfície lisa de um lago prateado sob o sol morno da manhã. a mão fresca e suave da água resvalando na pele arrepiada. o pio da rolinha no galho magro do imbuzeiro. a fome de angu com molho. a saciedade da fome na mesa de madeira marcada posta no pátio”
quarta-feira, 30 de junho de 2010
impressões digitais vol.1
se fosse possível reunir a beleza de um com o humor do outro à sagacidade do último teria encontrado o meu grande e único
domingo, 27 de junho de 2010
croniquetas vol.1
sexo é uma coisa pernóstica. Todo mundo fala muito sobre e tudo soa tão forte. Tão alemar. Para mim é bom. Às vezes muito bom. Mas é como fazer xixi. Um alívio. Não um propósito. Se não tem mais o que ... é como fazer xixi. Que faço sozinha. Com mais conforto. E satisfação.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
matemática vol.3
lá se vai mais um. Cada vez mais rápido. Esse mais que o passado que foi mais que o anterior que foi mais e mais até o princípio, quando não importava e para onde quero voltar. O saldo? Tá ruim fechar a conta. Muito passivo. Aqui comigo e que ninguém nos ouça, porque não sei o que fazer, perdi o jogo. Entrego os pontos.
[escrito no final de 2009. Ano esquisito]
[escrito no final de 2009. Ano esquisito]
sexta-feira 13
calor infernal. O cansaço dobra a espinha. 21h28.
cheguei em casa. Rezei a novena diária - digo, as providências de uma dona-de-casa. Abri uma lata de cerveja - dona-de-casa e do proprio nariz - me sentei em frente à porta da varanda, me deparei com as primeiras luzinhas natalinas. Puta que pariu. O último [natal] não foi mês passado?
foi não. Foi ano passado.
Que que eu deixei escapar nesse tempo? Será por isso que estou tão exausta?
[escrito aos 13-nov-2009. Ano infernal]
cheguei em casa. Rezei a novena diária - digo, as providências de uma dona-de-casa. Abri uma lata de cerveja - dona-de-casa e do proprio nariz - me sentei em frente à porta da varanda, me deparei com as primeiras luzinhas natalinas. Puta que pariu. O último [natal] não foi mês passado?
foi não. Foi ano passado.
Que que eu deixei escapar nesse tempo? Será por isso que estou tão exausta?
[escrito aos 13-nov-2009. Ano infernal]
de todos os amores vol.5
vou. Sei que vou. Tenho certeza. Só estou dando um tempo pra me encontrar. E ir junto. Porque não dá pra seguir aos pedaços.
de todos os amores vol.4
evitar a dor é impossível.
pergunta: é trava ou o gosto está mais apurado?
resposta: o gosto ficou mais complexo.
complexo. Palavra de gosto.
- É um misto disso com aquilo. Quando orna é perfeito.
e quando é possível, a gente tenta.
pergunta: é trava ou o gosto está mais apurado?
resposta: o gosto ficou mais complexo.
complexo. Palavra de gosto.
- É um misto disso com aquilo. Quando orna é perfeito.
e quando é possível, a gente tenta.
do meu gato biu vol.3
sem perceber, fechei o Biu no banheiro. Voltei para meus escritos, absorta em expulsar meus esqueletos. Ouvi seu miado insistente, indiferente. Não raro, ele mia para o céu feito bicho do mato. É a natureza. Aí veio a Pink, minha pequena neurótica, muito diligente e sem rouquidão, emitir seu reclamo. Ela, um ser de cativeiro. E eu entendi, afinal. Não domino fluentemente a língua, mas estou aprendendo. Abri a porta do banheiro para um Biu indignado.
- porra, você me prendeu aqui dentro!
tive vontade de responder na mesma altura: por que não saiu junto comigo, porra? Mas deixei passar. A Pink se encarregou de empurrá-lo pelos fundilhos.
- porra, você me prendeu aqui dentro!
tive vontade de responder na mesma altura: por que não saiu junto comigo, porra? Mas deixei passar. A Pink se encarregou de empurrá-lo pelos fundilhos.
SOCORRO
onde vou parar desse jeito? Um compêndio de autajuda pelamordedeus! Já, nesse instante. Antes que a vaca vá pro brejo. Seco. E não consiga nem afundar na lama.
perdi meu isqueiro vol.2
e assim os dias se vão. Soberanamente iguais. Obedeço aos seus ditames não sem uma certa indisposição. Conforme a música, torno-me repetitiva. Perdi a graça. E não tenho muita vontade de procurá-la.
pormenores vol.2
outro dia estava encharcada de memórias. Desandei a contar histórias de a muito tempo, tal qual uma sherazade cabocla, querendo não sei bem se esticar a prosa ou tão somente interromper o silêncio. Talvez eu quisesse apenas me explicar.
22h04 vol.5
foi escolha ou faltou opção? Sem resposta.
aliás, tenho tido quase nenhuma. Perguntas sim. Aos borbotões. Acriancei-me.
é preciso algum equilíbrio para existir. O difícil é se manter na corda quando o ponto de fuga se fragmenta em retículas nervosas.
será o beijo da loucura ou puro tédio?
aliás, tenho tido quase nenhuma. Perguntas sim. Aos borbotões. Acriancei-me.
é preciso algum equilíbrio para existir. O difícil é se manter na corda quando o ponto de fuga se fragmenta em retículas nervosas.
será o beijo da loucura ou puro tédio?
22h04m vol.4
o mundo está de noite. Não tem estrelas. Não tem lua. Parece que até a nova foi se esconder noutro lugar. Menos negro.
- de resto, o de sempre. Saudade não-sei-de-que. Raiva de não saber. Silêncio. Etc. Se fosse possível, seria possível.
- de resto, o de sempre. Saudade não-sei-de-que. Raiva de não saber. Silêncio. Etc. Se fosse possível, seria possível.
do papel em branco vol.2
antes eu escrevia como era na hora. Agora eu passo a limpo. Como estudante fazendo a lição de casa.
isabella
e aquela história de ficarmos brigando a bengaladas, velhinhas e mais teimosas que muriçocas? Eu realmente achava que findaria meus dias discutindo o sexo dos anjos com você.
- aí tudo mudou. A roda deu um giro invertido e o epílogo será outro. Me sinto mais órfã por isso.
- aí tudo mudou. A roda deu um giro invertido e o epílogo será outro. Me sinto mais órfã por isso.
de todos os amores vol.3
vou. Não sei quando, mas vou. Se estiver esperando, se estiver pronto ... pronto. Vamos os dois. Se não ... acho que vou sentar e chorar. E imaginar que você se atrasou um pouco. Depois, eu vou.
- pelo menos eu vou. Tem quem feche as portas.
- pelo menos eu vou. Tem quem feche as portas.
do meu gato biu vol.2
saudade. Aí meu gato Biu pulo no colo. E fica uma saudade pela metade. Porque ele é uma criatura assim ... um gato quase gente. Que gosta de música e escritos. Que nasceu na rua, que foi estropiado. Que podia ser mau. Normal. Ao contrário, é o ser mais gentil que tenho o imenso prazer de conviver.
domingo, 13 de junho de 2010
breve diálogo entre almas gêmeas vol.3
Pergunta: Como é para você falar sobre o que sente? Resposta: difícil.
Pergunta: Você quer ser feliz ou ter razão? Resposta: ser e ter.
Pergunta: Por que você não faz o que sabe que deve fazer? Resposta: ainda estou às voltas com a questão saber, poder, dever e querer.
Pergunta: Quem você pensa que é? Resposta: tô batendo na porta, mas ninguém atende.
Pergunta: Quais são suas reais necessidades? Resposta: puta que pariu. São tantas e tão simples. Quer uma lista?e agora josé?
aventei. Inventei. Atormentei. Acordei
aí fingi que não vi
pensei. Duvidei. Perguntei. Não ouvi a resposta
fui embora
aí lembrei. Voltei. Nada
e agora josé? Espero? José, e agora? Desisto?
aí fingi que não vi
pensei. Duvidei. Perguntei. Não ouvi a resposta
fui embora
aí lembrei. Voltei. Nada
e agora josé? Espero? José, e agora? Desisto?
22h04m vol.2
triste. Não tem lado pra virar. Qualquer um é a mesma coisa. Por que não corto os pulsos? Boa pergunta. E aí? Por que?
então, não sei. Acho que não gosto de dor física. Sangue. Essas coisas. Apesar do corpo inteiro latejar. Acho também que tenho uma meia dúzia de coisas a acertar com essa entidade substrata chamada vida. Teimosia, missão ou lição de casa, vou tocando o barco rio abaixo, rio acima. Com a mão. Os remos eu perdi. Choro feito uma madalena. Às vezes caio na risada feito uma idiota. E vou em frente.
é isso e é assim. Por que não corto os pulsos? Ainda me encanto com a paisagem, mesmo que ela seja hostil. Penso: que seja ela a me derrotar. E que seja uma poesia breve, um samba de breque. Ops. Era uma sonho, acordei.
então, não sei. Acho que não gosto de dor física. Sangue. Essas coisas. Apesar do corpo inteiro latejar. Acho também que tenho uma meia dúzia de coisas a acertar com essa entidade substrata chamada vida. Teimosia, missão ou lição de casa, vou tocando o barco rio abaixo, rio acima. Com a mão. Os remos eu perdi. Choro feito uma madalena. Às vezes caio na risada feito uma idiota. E vou em frente.
é isso e é assim. Por que não corto os pulsos? Ainda me encanto com a paisagem, mesmo que ela seja hostil. Penso: que seja ela a me derrotar. E que seja uma poesia breve, um samba de breque. Ops. Era uma sonho, acordei.
22h04m vol.1
sexta-feira. No aparelho de som rola o pilot. Idos 70s. E eu de cara. Triste para caralho. Mais triste que restaurante vazio ao meio-dia. Mas também com a sensação de que tudo valeu.
"quando os fogos explodem
quando os buracos nos engolem"
c´est la vie. E ela é mais sabida do que eu. É o que digo. E a pink, minha pequena pink, tão neurastênica e meiga, mia lá dentro do quarto.
- está tudo certo. Como dois e dois. E cinco.
"quando os fogos explodem
quando os buracos nos engolem"
c´est la vie. E ela é mais sabida do que eu. É o que digo. E a pink, minha pequena pink, tão neurastênica e meiga, mia lá dentro do quarto.
- está tudo certo. Como dois e dois. E cinco.
perdi meu isqueiro vol.1
ela pensa: a vida é um texto infantil. Um suceder de descobertas que vamos colocando em perspectiva até conseguirmos organizar cognitivamente cada uma. Naturalmente, à medida que os mistérios se desvanecem, vamos atrás de outros. E outros e outros, incansáveis outros. Até que um dia a urgência sossega. Fica só a disponibilidade.
ela diz: meu caderno está penso. Completamente. Resultado de dias úmidos seguidos. As folhas vergaram e escrever virou uma tourada contra as ondas que repelem a pena.
entrementes, toca uma peça linda no aparelho de som.
ela pensa: é. Eu tenho um aparelho de som. Graças a deus. Seria muito triste viver sem música. A que está tocando é "a saucerful of secrets". Do pink floyd. E me sussurrando segredos delicados. Para não esquecer jamais que tempos negros não são eternos. Tampouco a primavera. Tudo é passageiro e certo.
ela diz: meu caderno está penso. Completamente. Resultado de dias úmidos seguidos. As folhas vergaram e escrever virou uma tourada contra as ondas que repelem a pena.
entrementes, toca uma peça linda no aparelho de som.
ela pensa: é. Eu tenho um aparelho de som. Graças a deus. Seria muito triste viver sem música. A que está tocando é "a saucerful of secrets". Do pink floyd. E me sussurrando segredos delicados. Para não esquecer jamais que tempos negros não são eternos. Tampouco a primavera. Tudo é passageiro e certo.
do tempo que não pára vol.6
o que sei realmente a respeito dessas coisas todas? A respeito de mim? Tenho mesmo intimidade com a pessoa que sou eu? Hoje resolvi fazer uma viagem no tempo, revendo álbuns de fotografias. Uma viagem, não; um sobrevôo relâmpago. A viagem vai ficar para outro dia. Prometo. O motivo? Nostalgia. De mim. Fui me procurar nos registros porque, acho, conheço quase nada da figura que habito. Sou um calhamaço de informações. Sem rosto. Sem corpo. Um dossiê sem retrato. Inventei um reflexo, assoprei-lhe uma alma. E me pari. Uma criatura imaterial. Um conto roubado.
o tempo passou. Como passa o tempo quanto mais ele passa! E eu senti uma saudade tão grande. Tão devastadoramente grande. Saudade de alguém importante que deixei passar. Para ser um projeto de vida imagético. Um physique-du-role. Ou sei lá o que.
aí eu chorei.
o tempo passou. Como passa o tempo quanto mais ele passa! E eu senti uma saudade tão grande. Tão devastadoramente grande. Saudade de alguém importante que deixei passar. Para ser um projeto de vida imagético. Um physique-du-role. Ou sei lá o que.
aí eu chorei.
farewell vol.2
caminhos estreitos, noites austrais, portas fechadas, caninos afiados, carrancas sangrentas, um vestido rasgado
o sol deitou no mar
a lua não veio de noite
o vento parou para sempre
o mar ressecou virou saara
e eu nem percebi
não sei para onde vou mas vou embora
o sol deitou no mar
a lua não veio de noite
o vento parou para sempre
o mar ressecou virou saara
e eu nem percebi
não sei para onde vou mas vou embora
do tempo que não pára vol.5
dias depois
- quem é?
mais dias depois
- quem?
silêncio abissal.
não há quem. Nem o que. Somente nada.
"ou longos dedos enluvados, dançando aos meus olhos vidrados
desenhando palavras que não compreendo"
- quem é?
mais dias depois
- quem?
silêncio abissal.
não há quem. Nem o que. Somente nada.
"ou longos dedos enluvados, dançando aos meus olhos vidrados
desenhando palavras que não compreendo"
breve diálogo entre almas gêmeas vol.2
- os pensamentos gritam
- o que?
- algumas verdades insofismáveis. Algumas questões difíceis. No meio de tudo - `num lugar ainda mudo` - uma confusão dos diabos
- você não está saturada, não?
- para caralho
- aí?
- construo castelos e vou levando
- o que?
- algumas verdades insofismáveis. Algumas questões difíceis. No meio de tudo - `num lugar ainda mudo` - uma confusão dos diabos
- você não está saturada, não?
- para caralho
- aí?
- construo castelos e vou levando
vamos a la cunha!
alta culinária numa cidadezinha chamada Cunha. Tagliatelli ao molho de beringela e shimeji no azeite trufado, povilhado com alecrim e lascas de parmesão. Dos deuses.
aforismos (será?) vol.2
- pensamos. Ou pensamos que pensamos. Mas por que pensamos se, no final, viraremos pó?
- a inteligência - ou o instinto de sobrevida - não concerne uma engenharia que escapa ... sei lá ...
- acho que estou completamente à procura de deus. Mesmo que seja eu.
- a inteligência - ou o instinto de sobrevida - não concerne uma engenharia que escapa ... sei lá ...
- acho que estou completamente à procura de deus. Mesmo que seja eu.
do papel em branco vol.1
estou preocupada em desperdiçar papel em branco. Até porque, sendo neta do Prof. Amadeu, aprendi desde antes de tudo que desperdício é do mal. E tudo o que é do mal não é bom e o melhor é evitar. Como mestre da melhor categoria, Amadeu professava seus ensinamentos com exemplos ordinários, de entendimento fácil. Exemplo: o que se gasta mais agora, desnecessariamente, necessariamente vai faltar em algum momento. Via de regra, quando mais se precisa do que foi desperdiçado. É uma equação matemática. Simples e chata. E precisa. Ele dizia: use o que é preciso. O mais, guarde. Ordenadamente. Um dia, você vai precisar. E precisa saber onde está.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
depois de amanhã
carrego um fardo pesado
carrego a mim
depois de amanhã
direi que agora virou
que carrego um fardo só
carrego a mim
depois de amanhã
direi que agora virou
que carrego um fardo só
são só as pedras vol.2
mesmo que tudo vire fumaça ainda estarei lá. Bem pra lá do que pra cá.
- engastada nas garras de um galho seco, qual jóia primitiva, rolando, rebolando, embolando ...
- engastada nas garras de um galho seco, qual jóia primitiva, rolando, rebolando, embolando ...
de todos os amores vol.2
"além de mim
há ti
colocarei em teus braços
uma braçada de rosas
para nunca esquecer
que além de ti
sou eu"
há ti
colocarei em teus braços
uma braçada de rosas
para nunca esquecer
que além de ti
sou eu"
de todos os amores vol.1
"me faço bela para você
me encho de coragem e vou ao seu encontro
mas você não está"
me encho de coragem e vou ao seu encontro
mas você não está"
oração
invento uma história bonita pra me animar
preciso de fôlego, meu deus
preciso de uma razão pra continuar
por deus, não me deixe assim
o pior desamor é a indiferença
e eu me sinto invisível
quando, em lírica, joguei ao universo o meu querer
encontrei a oportunidade de refazer uma rota interrompida
se entendi tudo errado e estou apostando em futuro alheio
que eu tenha discernimento para ver
se é este o caminho a percorrer, me ajude
porque meus olhos estão cansados
meu coração também
preciso de fôlego, meu deus
preciso de uma razão pra continuar
por deus, não me deixe assim
o pior desamor é a indiferença
e eu me sinto invisível
quando, em lírica, joguei ao universo o meu querer
encontrei a oportunidade de refazer uma rota interrompida
se entendi tudo errado e estou apostando em futuro alheio
que eu tenha discernimento para ver
se é este o caminho a percorrer, me ajude
porque meus olhos estão cansados
meu coração também
medo vol.3
"era uma noite escura e úmida, de nuvens pesadas e vento parado. Só o ar gelado e denso, o cheiro acre de maresia. As ondas lá embaixo tinham o som do silêncio. Incorpóreo e íntimo. Manteve guardado na memória esse não-som durante os anos de exílio. Por isso foi necessário voltar.
quando partiu, uma espécie de morte lhe roubou os sentidos. Na época, tinha o vago entendimento da urgência de um mundo fora de ordem, do medo que havia se instalado na casa. A mesma onde agora vagava pelos cômodos, buscando a história interrompida.
estava quase tudo como antes. Quase tudo. O lapso de tempo imprimiu sua marca, mais determinante do que qualquer resgate possível."
quando partiu, uma espécie de morte lhe roubou os sentidos. Na época, tinha o vago entendimento da urgência de um mundo fora de ordem, do medo que havia se instalado na casa. A mesma onde agora vagava pelos cômodos, buscando a história interrompida.
estava quase tudo como antes. Quase tudo. O lapso de tempo imprimiu sua marca, mais determinante do que qualquer resgate possível."
medo vol.2
lucas falou:
- medo é vida ... mas ele aprendeu a fazer uma espuma de quiabo como ninguém.
- medo é vida ... mas ele aprendeu a fazer uma espuma de quiabo como ninguém.
de todas as coisas
que deixamos pelo caminho
que perdemos no caminho
que esquecemos
alguma coisa sempre fica
que perdemos no caminho
que esquecemos
alguma coisa sempre fica
aforismos (será?) vol.1
do tempo que é mestre e algoz:
- temos horror da velhice. No entanto, corremos feito loucos para chegar lá antes dos outros.
- como querer saber mais. Sobretudo, sobre tudo. Rapidamente.
- perdemos tempo na vertiginosa velocidade, acreditando que ganhamos. É nossa maçã. Suculenta e perversa.
- é no passo depois do outro que enxergamos o entorno. A 120 vemos borrões. É preciso decobrir o tempo certo para vermos o contorno, o entorno e o centro.
- já conseguimos os pixels. Qualquer hora dessas algum vagabundo trará novidades de mais. É diáletico mesmo. Ou simplesmente uma piada de quem não tem o que fazer.
- no final de tudo viraremos minério. Do pó ao pó. E há quem diga que eu dormi de touca por acreditar que o topo da cadeia são as montanhas. Nosso cérebro eletrônico.
Se é que você me entende.
- E não. Só explicarei a idéia a quem perguntar.
- temos horror da velhice. No entanto, corremos feito loucos para chegar lá antes dos outros.
- como querer saber mais. Sobretudo, sobre tudo. Rapidamente.
- perdemos tempo na vertiginosa velocidade, acreditando que ganhamos. É nossa maçã. Suculenta e perversa.
- é no passo depois do outro que enxergamos o entorno. A 120 vemos borrões. É preciso decobrir o tempo certo para vermos o contorno, o entorno e o centro.
- já conseguimos os pixels. Qualquer hora dessas algum vagabundo trará novidades de mais. É diáletico mesmo. Ou simplesmente uma piada de quem não tem o que fazer.
- no final de tudo viraremos minério. Do pó ao pó. E há quem diga que eu dormi de touca por acreditar que o topo da cadeia são as montanhas. Nosso cérebro eletrônico.
Se é que você me entende.
- E não. Só explicarei a idéia a quem perguntar.
era uma vez um gato xadrez
quem eu sou? Ninguém. Eu sou ninguém. Dentro de mim reina uma desordem tal que não me atrevo mais a me enquadrar. Não caibo. Sangro pelas laterais.
o esforço de me conter em um retrato falado não vale a possibilidade mínima de existir. Não sei ser estanque. Não sou descritível.
o esforço de me conter em um retrato falado não vale a possibilidade mínima de existir. Não sei ser estanque. Não sou descritível.
filosofia
"filosoficamente falando, estou troncha. Mas totalmente apta a discutir sobre as filigranas da alma. Tipo: por que uma criatura feito eu chora?"
uma noite eu sonhei com todos os astros
outra noite eu sonhei com todos os monstros
numa outra fui até o centro da terra
e ouvi os anjos tocarem
abri os olhos e deixei tudo virar música
- você foi. Você é. Você sou. Eu.
uma noite eu sonhei com todos os astros
outra noite eu sonhei com todos os monstros
numa outra fui até o centro da terra
e ouvi os anjos tocarem
abri os olhos e deixei tudo virar música
- você foi. Você é. Você sou. Eu.
ja wohl! vol.1
relógios badalam as horas
e a lua insinua
linda e nua no céu de outono
prazeres eternos
o jeito é se jogar na rua
e não perder o espetáculo
rock´n roll can´t never die
e a lua insinua
linda e nua no céu de outono
prazeres eternos
o jeito é se jogar na rua
e não perder o espetáculo
rock´n roll can´t never die
é só uma forma de diversão vol.2
não era para ser desse jeito. A idéia era mostrar o lado b. Ficamos na piada fácil. Há quem atente a intenção e, ainda assim, não vá além da superfície. Clichês são disparados, escamoteados em comentários de efeito. Faz-me rir. Não há nada mais poseur que isso. Vai-te! É claro que quem tem a coragem de enfrentar a arena aberta se leva muito à sério. Tem não só a percepção da insignificância particular, como a do conjunto da obra. Diferentemente de quem só paga o ingresso.
é só uma forma de diversão vol.1
the clown slice himself
and the audience laugh
the show is going on
i strip myself
and the audience hiss
nobody notice but the characters
and just enjoy themselves
the show is gone
and the audience laugh
the show is going on
i strip myself
and the audience hiss
nobody notice but the characters
and just enjoy themselves
the show is gone
raiva vol.1
a gente tenta contornar
ajeitar, esconder
botar dentro de uma caixa laqueada
e nada
ela escapa e delata
e encapa tudo de vermelho sangue
ajeitar, esconder
botar dentro de uma caixa laqueada
e nada
ela escapa e delata
e encapa tudo de vermelho sangue
do meu gato biu vol.1
você vai ser um escritor
quando reencarnar gente
e eu deitarei sobre seus livros
quando reencarnar gata
quando reencarnar gente
e eu deitarei sobre seus livros
quando reencarnar gata
breve diálogo entre almas gêmeas vol.1
- você me deixou
- e você pôs o boné
- agora está aqui. Voltou
- nunca fui embora. Você não deixa
- sou uma neurótica. É isso? E você precisa cuidar de mim
- É. Mas não preciso cuidar de você
- e você pôs o boné
- agora está aqui. Voltou
- nunca fui embora. Você não deixa
- sou uma neurótica. É isso? E você precisa cuidar de mim
- É. Mas não preciso cuidar de você
insustentável peso do simples
- não tem como dizer o indizível. É que às vezes dá uma vontade danada de explicar tudo. E não dá. Simplesmente não dá pra dizer o óbvio.
foda-se
e porque assim falava zaratustra
meu mundo caiu
se deus está morto
que me importa o mundo sufocar
sob peidos e agiotas?
nem pontes nem usinas nucleares
abrirão as portas do paraíso
se meu mundo caiu
foda-se zaratustra
e se você quer saber
lhe digo:
não tem sombra
não tem nem corpo
a caverna era do batman
que arrendou para o homem-aranha
no fim dos tempos
ainda nem começou o fim
meu mundo caiu
se deus está morto
que me importa o mundo sufocar
sob peidos e agiotas?
nem pontes nem usinas nucleares
abrirão as portas do paraíso
se meu mundo caiu
foda-se zaratustra
e se você quer saber
lhe digo:
não tem sombra
não tem nem corpo
a caverna era do batman
que arrendou para o homem-aranha
no fim dos tempos
ainda nem começou o fim
benedita
antes o dito que o maldito
bendito seja
para sempre
benedita araújo
de araújo
você que nem se apresentou
amém e adeus
bendito seja
para sempre
benedita araújo
de araújo
você que nem se apresentou
amém e adeus
me abrace
um elefante se ergueu
não há como detê-lo
é o bastante ficar
e esperar
amanhã acordaremos todos
amanhã é tudo o que nos resta
não me diga pra viver o agora
agora já se foi
só me abrace e me avise quando vai embora
pra eu me preparar
não há como detê-lo
é o bastante ficar
e esperar
amanhã acordaremos todos
amanhã é tudo o que nos resta
não me diga pra viver o agora
agora já se foi
só me abrace e me avise quando vai embora
pra eu me preparar
em um segundo
é complexo. Não é fácil estar. Ser é mais. É defensável. São convicções. Estar é cara a cara. É vida real. É escolher, em um segundo, entre mim e o outro. Que pode ser mais que eu.
medo vol.1
quando as luzes se apagam, um medo enorme cria corpo. É tempo de muita luta. O escuro não tem espírito materno. É uma disputa entre irmãos.
quando as luzes se acendem, a vertigem tira o chão dos pés. É tempo de muita coragem. A claridade não tem espírito paterno. A disputa é entre iguais.
quando as luzes se acendem, a vertigem tira o chão dos pés. É tempo de muita coragem. A claridade não tem espírito paterno. A disputa é entre iguais.
Assinar:
Postagens (Atom)