o que sei realmente a respeito dessas coisas todas? A respeito de mim? Tenho mesmo intimidade com a pessoa que sou eu? Hoje resolvi fazer uma viagem no tempo, revendo álbuns de fotografias. Uma viagem, não; um sobrevôo relâmpago. A viagem vai ficar para outro dia. Prometo. O motivo? Nostalgia. De mim. Fui me procurar nos registros porque, acho, conheço quase nada da figura que habito. Sou um calhamaço de informações. Sem rosto. Sem corpo. Um dossiê sem retrato. Inventei um reflexo, assoprei-lhe uma alma. E me pari. Uma criatura imaterial. Um conto roubado.
o tempo passou. Como passa o tempo quanto mais ele passa! E eu senti uma saudade tão grande. Tão devastadoramente grande. Saudade de alguém importante que deixei passar. Para ser um projeto de vida imagético. Um physique-du-role. Ou sei lá o que.
aí eu chorei.
domingo, 13 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário