domingo, 25 de julho de 2010

do meu gato biu vol.4

aí acordei hoje com uma surpresa tão feliz. meus filhos-bichanos escalando móveis e bancadas. entrei na cozinha e flagrei minha pink voltando de uma incursão pela beirada externa.

meudeus!!!! n´outro momento antes teria surtado. mas não depois de dias dias e mais dias de melancolia e movimento zero. foi como uma lufada de ar perfumando minha manhã.

pus música pra celebrar esse dia bom. irene. caetano muito antigo, pré-paula-lavigne. gostosamente caetano.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

raiva vol.2

queria falar de flores e esperanças. não dá. não ainda. pesam sobre mim mil e cem camisetas. ok. tudo bem. posso bem deixar pra lá. posso. e aí? pesarão mil e tantas outras coisas. melhor resolver as camisetas. o problema é que ninguém está nem aí pra isso. somado a dois gatos dentro de casa. meudeus, estou muito irritada com isso. com as mil e cem camisetas, com a indiferença de quem poderia me ajudar a resolver rapidamente esse impasse, com a puta que pariu. que sou eu.

aí respiro fundo. e a irritação não passa. mas não passa disso. vou resolver o problema. meudeus, eu vou. de uma maneira ou de uma maneira. não tem outra, sabe como é?

não vou pro céu por causa disso. não. isso tem bem cara de débito a acertar. né não?

e vou lá. pagar a porra da conta. já que não posso pagar em espécie, pago em trabalho forçado.

tô morrendo de pena de mim mesma? tô, meu querido - que nem sei quem é. tô. e se você me vier com conversas outras, vai levar porrada. ou não. uma proposta boa é: troque de lugar comigo. venha. experimente. dê-me seus recursos e seus problemas. por um mês. vamos lá. vamos trocar de lugar por um mês. eu com tudo o que lhe pesa nos ombros e recursos. você com meus entreveros banais e sem um níquel.

ah, esqueci completamente. sei que era bom, mas esqueci.

aí, lembro da vaca profana. dona de divinas tetas em composição cubista. tipo eu. de fora pra dentro. coisa que nunca imaginei. eu me enamorando de mim mesma. e toda tímida. toda moça. singing the blues. dias dizendo sim, dias dizendo não.

dá pra entender ou preciso desenhar?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

the music died vol.1

Não quero ouvir ruídos. Não quero ruídos. Não quero cantar, não quero dançar.

“a dor é somente uma fonte de inspiração. sinto. mas não dá pra ficar atolada nela. quero ar puro. a superfície lisa de um lago prateado sob o sol morno da manhã. a mão fresca e suave da água resvalando na pele arrepiada. o pio da rolinha no galho magro do imbuzeiro. a fome de angu com molho. a saciedade da fome na mesa de madeira marcada posta no pátio”